Os 10 filmes que mais bombaram em 2026 — a bilheteria que definiu o ano até agora
Do bilhão de Super Mario Galaxy ao fenômeno Project Hail Mary: os 10 filmes que mais bombaram em 2026, com números reais de bilheteria mundial.
Chegamos ao meio de 2026 e dá pra olhar a bilheteria mundial com números na mão e dizer: foi um dos melhores primeiros semestres do cinema pós-pandemia. O box office doméstico americano está 15% acima de 2025, e o verão já cruzou os US$ 2,1 bilhões.
Cruzei dados de Box Office Mojo, Deadline, Variety e Hollywood Reporter para montar esse ranking das maiores bilheterias mundiais do ano até agora. Tem sequência bilionária, tem terror feito com troco de padaria que virou fenômeno, e tem pelo menos um filme nessa lista que você provavelmente nunca ouviu falar. Vamos lá.
Registra os que você já viu — e marca os que faltaram — no Relicário. 2026 ainda tem muito cinema pela frente.
The Super Mario Galaxy Movie — US$ 1,007 bilhão
O primeiro filme de 2026 a cruzar a marca do bilhão, e disparado o líder do ano. A sequência da Illumination/Nintendo/Universal atingiu o marco no décimo final de semana em cartaz e segue como o maior faturamento global de 2026. O detalhe mais impressionante: foi feito com orçamento de apenas US$ 110 milhões — magro para uma animação de grande estúdio. O lucro é colossal. Domesticamente fez US$ 428,5 milhões, tornando-se o filme mais visto de 2026 nos EUA, e ainda chegou a ultrapassar a bilheteria de O Cavaleiro das Trevas, o melhor filme de super-herói da história. Mario derrotou o Batman do Nolan. 2026 é assim.
Toy Story 5 — US$ 585 milhões (e subindo)
Acabou de chegar e já está em segundo. A Pixar voltou ao topo com a maior estreia da história da franquia: US$ 312 milhões de abertura global, US$ 160 milhões só nos EUA — a maior estreia doméstica de 2026 e a segunda maior abertura de animação da história, atrás apenas de Os Incríveis 2. Com Taylor Swift assinando uma música nova para o filme e críticas chamando de um dos melhores filmes de 2026, a tendência é clara: Toy Story 5 vai cruzar o bilhão e disputar o topo com Mario antes do fim do ano. A premissa do tablet infantil Lilypad ameaçando a turma do Woody acertou em cheio.
Michael — US$ 977 milhões
A cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua, com o sobrinho Jaafar Jackson no papel principal, virou um fenômeno de bilheteria que surpreendeu a indústria. Ultrapassou Oppenheimer como a cinebiografia de maior bilheteria da história. A crítica não gostou — 39% no Rotten Tomatoes — mas o público discordou completamente, com 97% de aprovação. O poder de estrela do Rei do Pop ainda move multidões: a abertura de US$ 217 milhões provou isso, e o filme continua atraindo público que vai ao cinema pela experiência quase de show.
Project Hail Mary (Devoradores de Estrelas) — US$ 683 milhões
A maior surpresa boa do ano. A ficção científica com Ryan Gosling, baseada no livro de Andy Weir, era uma aposta arriscada — sci-fi original, sem franquia, orçamento de US$ 200 milhões. Virou o primeiro grande blockbuster da Amazon MGM. Os números contam a história: abertura de US$ 80 milhões e pernas tão boas que só teve queda superior a 42% no décimo primeiro final de semana em cartaz. Ultrapassou Interstellar do Nolan e virou o filme doméstico de maior bilheteria já lançado pela MGM, superando 007 Operação Skyfall. Já falamos em detalhe sobre esse filme aqui no Relicário — e os números justificam cada palavra.
O Diabo Veste Prada 2 — US$ 664 milhões
Ninguém apostaria que uma sequência lançada mais de duas décadas depois do original faria isso. Mas Miranda Priestley provou que ainda manda. A volta de Meryl Streep, Anne Hathaway e Stanley Tucci fez da franquia O Diabo Veste Prada a primeira a cruzar US$ 1 bilhão somando os dois filmes — e a sequência superou o original em bilheteria. Nostalgia bem executada com elenco intacto: a fórmula que funcionou em 2026 inteiro.
Pegasus 3 — US$ 656 milhões
Aqui está o filme que a maioria nunca ouviu falar. A comédia esportiva chinesa fez 99% do seu dinheiro na China — US$ 653,9 milhões só lá, depois de estrear no Ano Novo Chinês em fevereiro. Nos EUA, fez menos de US$ 1 milhão. É o lembrete anual de que o mercado chinês é um universo próprio: um filme pode entrar entre as maiores bilheterias mundiais do ano sendo praticamente desconhecido no Ocidente. Pegasus 3 é a maior bilheteria internacional de qualquer filme de 2026.
Obsession (Obsessão) — US$ 333 milhões
O fenômeno improvável de 2026. O terror de Curry Barker foi feito com menos de US$ 1 milhão de orçamento e faturou mais de US$ 330 milhões mundialmente — uma das maiores relações lucro/custo da história recente do cinema. E fez algo que nenhum filme conseguia desde E.T.: aumentou a venda de ingressos no segundo E no terceiro final de semana fora do período de festas, puro boca a boca. 95% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, A- no CinemaScore. A prova viva de que história boa não precisa de orçamento gigante.
Backrooms — US$ 301 milhões
O caso mais simbólico do ano. Kane Parsons tinha 20 anos quando dirigiu Backrooms — tornando-se o cineasta mais jovem a alcançar o número 1 da bilheteria americana, quebrando um recorde que pertencia a Josh Trank desde 2012. Baseado na própria creepypasta de Parsons que viralizou no YouTube, o filme abriu com US$ 81,4 milhões — recorde da A24 — e virou a maior bilheteria da história do estúdio, superando Marty Supreme. Um jovem de 20 anos transformando vídeos de terror de YouTube no maior filme da A24. Isso é 2026.
Hoppers (Cara de Um, Focinho de Outro) — US$ 388 milhões
A outra vitória da Pixar no ano, antes mesmo de Toy Story 5. A animação original sobre Mabel, uma amante de animais que transfere a consciência para um castor robótico, fez US$ 388 milhões com orçamento de US$ 150 milhões. Mais relevante: virou a animação original (não-sequência) de maior bilheteria doméstica desde Viva — A Vida é uma Festa, de 2017. Num ano dominado por sequências, a Pixar provou que original ainda funciona quando a ideia é boa.
Todo Mundo em Pânico (Scary Movie) — US$ 201 milhões
O retorno da paródia. A nova Todo Mundo em Pânico fez a franquia de comédia-paródia ultrapassar US$ 1 bilhão somando todos os filmes — a primeira franquia de paródia da história a cruzar essa marca. Sozinho, o filme passou de US$ 200 milhões mundialmente. Num mercado dominado por blockbusters caros, uma comédia de orçamento modesto provando que ainda há fome por riso bobo de qualidade. Bem-vindo de volta, gênero paródia.








