Os 10 melhores animes da temporada de abril de 2026 — a primavera que entregou demais
Do retorno sombrio de Re:Zero ao sleeper hit Nippon Sangoku: os 10 melhores animes da temporada de abril de 2026, ranqueados por crítica e audiência.
A temporada de primavera acabou e dá pra dizer sem exagero: foi uma das mais fortes dos últimos anos. Sequências longamente esperadas conviveram com estreias que ninguém viu chegar, e toda semana tinha pelo menos um episódio que dominava as redes.
Cruzei o ranking de qualidade da crítica especializada com os dados de audiência semanal da Anime News Network para montar essa lista. Tem isekai sombrio, tem seinen de body horror, tem o shōnen mais original em anos e tem o sucesso surpresa que ninguém esperava. Essas são as 10 que mais brilharam em abril de 2026.
Registra as que você já viu — e marca as que faltaram — no Relicário. A temporada de verão já está começando.
Re:Zero — Starting Life in Another World — 4ª Temporada
O número 1 da temporada, com folga. Re:Zero nunca fugiu de tramas sombrias, mas a quarta temporada tomou um rumo particularmente cruel na Torre de Vigília Pleiades, criando uma atmosfera de desespero sem precedentes. Depois de desenvolvimentos devastadores que afetaram Subaru e colocaram seus amigos em perigo, o estado mental dele se deteriorou drasticamente com a memória comprometida. O conceito único de morrer e voltar continua sendo o que dá a Re:Zero sua reputação grandiosa. A quarta temporada levantou mais perguntas do que respondeu, mas preparou o terreno para o Arco da Recaptura, que estreia em agosto. Episódios estendidos que surpreendem do início ao fim e qualidade consistente — não à toa o anime quebrou recordes e roubou os holofotes da primavera de 2026.
Nippon Sangoku: The Three Nations of the Crimson Sun
O sleeper hit da temporada. Causou impressão já no primeiro episódio, apresentando uma estrutura social corrupta, facções políticas em guerra e cenas cruas que estabeleceram o tom para um tipo diferente de herói — um que não depende de força bruta ou superpoderes, mas tem o conhecimento como maior arma, movido mais pela ambição do que pela vingança. O charme está em a história não girar em torno de um único personagem. Com estilo gráfico distinto e tom satírico, Nippon Sangoku entrega a sedução das batalhas de mente no campo de guerra — uma saga épica onde intriga política, alianças e estratégia são tudo, e até o lado inimigo é cativante. Recomendado até pelo Hideo Kojima. Um anime para ver pelo menos uma vez na vida.
Dorohedoro — 2ª Temporada
Caos puro, no melhor sentido. Se alguém achou a animação em CGI da primeira parte pouco polida, a T2 mostrou a busca incansável da MAPPA pela excelência artística, caprichando no body horror em toda sua glória. A temporada aprofunda as motivações de cada facção e finalmente revela a identidade de Caiman. Mas Dorohedoro nunca mergulha completamente na obscuridade — mantém o tom leve e o humor cínico como marca registrada, fazendo o público rir antes de acertá-lo com uma reviravolta insana. Vício do começo ao fim. E já tem T3 confirmada.
Witch Hat Atelier
Considerado um dos maiores mangás de fantasia moderna, e a adaptação esteve à altura do hype. Apesar da aparência inocente, é muito mais do que a história de uma garota que descobre magia: apresenta um mundo vibrante e cheio de nuances que gradualmente revela sua escuridão. Com personagens complexos que escondem suas verdadeiras naturezas, Witch Hat Atelier faz uma exploração profunda sobre a ética da arte e do conhecimento, discriminação, culpa e o peso da responsabilidade. O estúdio BUG FILMS — depois do tropeço de Zom 100 — acertou em cheio, com animação fluida e paisagens detalhadas. Forte candidato a melhor anime de 2026.
Daemons of the Shadow Realm
A nova série de Hiromu Arakawa, a criadora de Fullmetal Alchemist — e isso já diz muito. Não é um battle shōnen típico. A introdução brutal, onde Yuru é levado ao desespero absoluto com seu mundo e relações despedaçados, prepara o terreno para os mistérios da série. Apesar de ser dark fantasy, equilibra desenvolvimentos sérios com humor — como Yuru sofrendo choque cultural ao encontrar a civilização moderna depois de uma criação isolada. O encontro entre irmãos, a relação com seus tsugai e a tensão entre organizações fazem dela uma sucessora digna de Fullmetal Alchemist. Nem Arakawa nem o estúdio BONES perderam o passo.
That Time I Got Reincarnated as a Slime — 4ª Temporada
TenSura voltou no ritmo certo. A quarta temporada deixou para trás o desenvolvimento lento da anterior e focou nas negociações de Rimuru com o conselho, enquanto a busca da nação por reconhecimento sai dos trilhos e prepara o confronto com um novo inimigo formidável. A combinação de world-building bem construído com a empolgação de power fantasy continua funcionando. Com a estreia animada dos Demônios Primordiais chegando nos próximos episódios, esse primeiro cour parece mais aperitivo do que prato principal — e isso é elogio.
Dr. Stone: Science Future — Parte 3
Menos ação, mais ciência — e ainda assim cativante. Ver o Reino da Ciência reunindo aliados e usando conhecimento acumulado para o confronto final contra o Why-Man é uma maravilha por si só. A qualidade de animação de Dr. Stone melhorou muito nas últimas temporadas, mas o charme continua sendo a pura alegria de cada descoberta tecnológica. Cada invenção é explicada com seriedade total, mantendo uma perspectiva positiva sobre o progresso humano. A parte 3 resolveu os mistérios pendentes — incluindo a verdade por trás da petrificação da humanidade — entregando um fechamento que parece de fato o fim de uma era.
Wistoria: Wand and Sword — 2ª Temporada
A primeira temporada foi irregular. A segunda voltou com animação espetacular e batalhas que são um banquete visual. Saindo da academia de magia para a vida pós-formatura, Will encara de novo a realidade de não ser aceito por não conseguir usar magia — e segue conquistando todos pelo carisma. A T2 tem reviravoltas que fazem tudo que veio antes parecer mero prólogo. Mesmo apoiada em alguns clichês de gênero, é a história de underdog clássica com um payoff muito melhor dessa vez. Surpresa agradável da temporada.
Go For It, Nakamura-kun!!
Um respiro no gênero BL. Em vez de relacionamentos tóxicos ou desenvolvimentos perturbadores, Nakamura-kun retrata o primeiro amor de forma inocente e bem-humorada. É menos sobre romance pleno e mais sobre navegar a adolescência, onde a timidez gera mal-entendidos e ansiedades enquanto Nakamura tenta interagir com o garoto de quem gosta. A adaptação acertou na estética: design colorido e distinto, visual neo-anos-80 e músicas city pop como encerramento de cada episódio. Engraçado, fofo, e com momentos emocionais genuínos. Uma delícia de assistir.
Akane-banashi
O shōnen mais improvável de funcionar — e que funcionou. É uma série da Shōnen Jump sobre rakugo, a arte tradicional japonesa de contar histórias cômicas sentado num palco. Soa nichado demais para um público amplo, mas Akane-banashi trata a performance com a mesma intensidade de um anime de batalha. A jornada de Akane provando seu valor para o homem que prejudicou o pai dela carrega o peso emocional, e cada personagem revela a própria visão da arte através das apresentações. Melhor maratonado do que assistido semanalmente — os arcos competitivos pedem fôlego contínuo.








